Crônicas de Riverview - Parte 7 - Calabouço

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          Após dois dias pouca coisa mudou, a tristeza ainda era grande e as dúvidas também, o réu confesso não falava mais e uma incursão ao acampamento cigano para buscar uma ligação com o crime foi em vão, estava vazio, fugiram assim que souberam da morte, muito suspeito mas nada concreto. Rei Pedro num rompante de dor e raiva foi até o calabouço e foi recebido com devida cortesia, o que o deixou mais furioso, queria arrancar a verdade com as próprias mãos, e ouviu uma resposta, "Fiz o que tinha que ser feito", mas o porquê não ouviu. No outro dia encontrou um pergaminho no quarto, "Converse como o preso a sós, exatamente as 2:00 da madrugada de hoje e saberá de toda a verdade", e assim ele o fez, o guarda do horário estava dormindo, isso é um falta grave mas ele suspeitava que estava tudo nos planos, o preso foi novamente cortês, mas como estava muito ansioso pediu que parasse de enrolação, então ele começou a falar.
 _Pertenço a uma ordem muito antiga, e meu trabalho geralmente é o que suja as mãos, não reclamo, cada um tem sua tarefa e essa é a minha, só me foi dito que a morte da rainha era necessária e a ordem nunca erra; e está na hora de vossa majestade ter todo o conhecimento, deve se encontrar com eles e eu ensinarei como. Mas antes só quero lhe falar uma última coisa, não me arrependo do que fiz, apesar de ter causado muita dor, nisso sinto pesar, mas digo, se não fosse feito muito mais pessoas iriam sofrer, adeus majestade.
O calabouço na época da guerra recebeu muitos presos, e em uma tentativa de fuga cavaram um túnel que causou um pequeno desmoronamento, matando todos da cela, então o local foi interditado, pois temiam que desabasse por completo. Mas é nessa cela que Pedro teria que ir, cavar os escombros e achar uma porta escondida, uma picareta e um lampião já estavam providenciados, ele tinha que ser rápido pois o sonífero do guarda só duraria até o amanhecer. Depois de entrar na cela abandonada teve que desobstruir uma parede onde tinha uma porta de pedra, que dava em outra sala com um poço, em numa mesa de pedra uma pergaminho o instruía a entrar e achar uma passagem submersa, chegou em outra sala semelhante a anterior que dava para um longo corredor, não, vários, andou por aproximadamente 20 ou 30 minutos, tiveram 3 curvas , mas apesar de conhecer a cidade como a palma da mão não tinha nem noção da direção que estava indo, viu poucas portas , mas todas trancadas , até chegar em uma que não estava, e finalmente um grande salão, surpreendente!

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