Crônicas de Riverview - Parte 8 - Calabouço (continuação)
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O salão era amplo com paredes cobertas de estantes, parecia uma grande sala de estudos, vários objetos misticos e sobrenaturais estavam dispostos pelo recinto. Haviam quatro homens com roupas iguais as do concílio, mas de cores diferentes, o que tinha capuz vermelho se aproximou o cumprimentou com a reverencia de praxe e se lamentou pelas circunstâncias, então começou sua explanação: "Que a ordem existe a muito tempo, havia sido criada por seu bisavô e era a reunião das melhores mentes em vários campos, todo o conhecimento possível e necessário para auxiliar e manter o equilíbrio, e só interferiam quando extremamente necessário, e que Jadis, uma soberana que detinha poderes, estava interferindo nesta ordem, e eles não enxergaram outra saída se não em sua morte". Pedro foi atingido por um acesso de raiva, alguém estava na sua frente se dizendo responsável pela morte de sua amada, era como um sonho e ele não tinha noção do que saia de sua boca, mas estava se sentindo em cólera.
Até que ouviu algo que destoava de tudo isso, era sobre seus pais, mas era como estar sonâmbulo, sendo sacudido para acordar... "Majestade, ela matou seus pais", então ele ouviu como um tapa na cara, que sua doce Jadis era uma feiticeira, manipuladora, vaidosa e cheia de caprichos, que ela havia enganado a todos. Nesse momento suas pernas fraquejaram ele teve que se sentar, não sabe ao certo quanto tempo se passou, seu coração já estava se acalmando, então foi convidado a acompanha-los a uma tipo de cela, era um aposento simples e confortável, nele se encontrava uma mulher que pela aparência se tratava de uma cigana. Esta lhe pôs a par de todo o ardil, contou sobre a nobre com olhos cor de mel disfarçada de plebeia que foi até seu acampamento, desejando saber uma forma de dar fim a duas vidas, confessou que sabia quem era a nobre mas não sabia quem seriam as vítimas, no seu ofício é melhor não saber. Disse ainda que avisou que se ela ultrapassar esse limite não tinha volta, tirar uma vida é maldição. Contou que depois da morte da rainha invadiram o acampamento a sequestraram e mandaram que todos os outros fossem embora, e que foi ordenada a permanecer para testemunhar os fatos. Pedro então se agarrou a um último fio de esperança e dignidade, ele não podia acreditar, estavam todos mentindo para criar o caos, outra guerra... Então lhe mostraram um livro, uma ata, com datas e reuniões, e ali em várias páginas o carimbo real e a assinatura de seu pai, com certeza ele iria lhe por a par de tudo, mas não teve tempo. Pedro se recusou a assinar tal livro, ele não queria fazer parte daquilo, não era certo.
Então foi orientado a voltar pelo mesmo caminho, pois o tempo estava acabando, disseram que iriam se encontrar se um dia fosse necessário, mas que a passagem seria selada. Pedro tinha dúvidas mas não teve tempo, sentiu a pressa e urgência daqueles e homens, e também precisava sair, respirar. Passou pelo guarda ainda dormindo, estava amanhecendo e ele não sabia o que fazer ou para onde ir, não queria ver ninguém... Então foi até o cemitério, e junto ao túmulo de Jadis chorou, mas agora de raiva e vergonha, tentava se lembrar de algum modo se ela havia dado sinais de sua maldade, mas agora sua memória o enganava, ele via no lugar de seus sonolentos olhos, apenas um olhar zombeteiro e de desprezo, como se estivesse o tempo todo lá, como foi burro! E por sua causa seus pais estavam mortos e sua filha órfã, que rei de merda ele era.
De repente ouviu-se uma explosão seguida de estrondos, e não foi só Pedro que ouviu, Lúcia sentiu as paredes tremerem, todos corriam para a direção das celas do calabouço, e chegando lá, no lugar havia uma pequena cratera entupida de destroços. O soldado de guarda conseguiu sair a tempo mas não teve tempo de verificar o preso, Pedro não sabia se ele haveria escapado ou se teria sido sacrificado, ele não sabia nada dessa ordem, e até então pareciam ser capazes de tudo, ele não sabia se seriam bons ou ruins. No outro dia a situação já estava controlada, para todos os efeitos aquele desmoronamento era decorrente de uma nova tentativa de fuga, que deu fim a toda aquela ala. Pedro era o único que sabia a verdade e teria que continuar assim, estava se sentindo muito solitário, como deseja ter os conselhos de seu pai neste momento.
O salão era amplo com paredes cobertas de estantes, parecia uma grande sala de estudos, vários objetos misticos e sobrenaturais estavam dispostos pelo recinto. Haviam quatro homens com roupas iguais as do concílio, mas de cores diferentes, o que tinha capuz vermelho se aproximou o cumprimentou com a reverencia de praxe e se lamentou pelas circunstâncias, então começou sua explanação: "Que a ordem existe a muito tempo, havia sido criada por seu bisavô e era a reunião das melhores mentes em vários campos, todo o conhecimento possível e necessário para auxiliar e manter o equilíbrio, e só interferiam quando extremamente necessário, e que Jadis, uma soberana que detinha poderes, estava interferindo nesta ordem, e eles não enxergaram outra saída se não em sua morte". Pedro foi atingido por um acesso de raiva, alguém estava na sua frente se dizendo responsável pela morte de sua amada, era como um sonho e ele não tinha noção do que saia de sua boca, mas estava se sentindo em cólera.
Até que ouviu algo que destoava de tudo isso, era sobre seus pais, mas era como estar sonâmbulo, sendo sacudido para acordar... "Majestade, ela matou seus pais", então ele ouviu como um tapa na cara, que sua doce Jadis era uma feiticeira, manipuladora, vaidosa e cheia de caprichos, que ela havia enganado a todos. Nesse momento suas pernas fraquejaram ele teve que se sentar, não sabe ao certo quanto tempo se passou, seu coração já estava se acalmando, então foi convidado a acompanha-los a uma tipo de cela, era um aposento simples e confortável, nele se encontrava uma mulher que pela aparência se tratava de uma cigana. Esta lhe pôs a par de todo o ardil, contou sobre a nobre com olhos cor de mel disfarçada de plebeia que foi até seu acampamento, desejando saber uma forma de dar fim a duas vidas, confessou que sabia quem era a nobre mas não sabia quem seriam as vítimas, no seu ofício é melhor não saber. Disse ainda que avisou que se ela ultrapassar esse limite não tinha volta, tirar uma vida é maldição. Contou que depois da morte da rainha invadiram o acampamento a sequestraram e mandaram que todos os outros fossem embora, e que foi ordenada a permanecer para testemunhar os fatos. Pedro então se agarrou a um último fio de esperança e dignidade, ele não podia acreditar, estavam todos mentindo para criar o caos, outra guerra... Então lhe mostraram um livro, uma ata, com datas e reuniões, e ali em várias páginas o carimbo real e a assinatura de seu pai, com certeza ele iria lhe por a par de tudo, mas não teve tempo. Pedro se recusou a assinar tal livro, ele não queria fazer parte daquilo, não era certo.
Então foi orientado a voltar pelo mesmo caminho, pois o tempo estava acabando, disseram que iriam se encontrar se um dia fosse necessário, mas que a passagem seria selada. Pedro tinha dúvidas mas não teve tempo, sentiu a pressa e urgência daqueles e homens, e também precisava sair, respirar. Passou pelo guarda ainda dormindo, estava amanhecendo e ele não sabia o que fazer ou para onde ir, não queria ver ninguém... Então foi até o cemitério, e junto ao túmulo de Jadis chorou, mas agora de raiva e vergonha, tentava se lembrar de algum modo se ela havia dado sinais de sua maldade, mas agora sua memória o enganava, ele via no lugar de seus sonolentos olhos, apenas um olhar zombeteiro e de desprezo, como se estivesse o tempo todo lá, como foi burro! E por sua causa seus pais estavam mortos e sua filha órfã, que rei de merda ele era.
De repente ouviu-se uma explosão seguida de estrondos, e não foi só Pedro que ouviu, Lúcia sentiu as paredes tremerem, todos corriam para a direção das celas do calabouço, e chegando lá, no lugar havia uma pequena cratera entupida de destroços. O soldado de guarda conseguiu sair a tempo mas não teve tempo de verificar o preso, Pedro não sabia se ele haveria escapado ou se teria sido sacrificado, ele não sabia nada dessa ordem, e até então pareciam ser capazes de tudo, ele não sabia se seriam bons ou ruins. No outro dia a situação já estava controlada, para todos os efeitos aquele desmoronamento era decorrente de uma nova tentativa de fuga, que deu fim a toda aquela ala. Pedro era o único que sabia a verdade e teria que continuar assim, estava se sentindo muito solitário, como deseja ter os conselhos de seu pai neste momento.














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