Crônicas de Riverview - Parte 24 - O Rei com o mundo nas costas
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Susana estava insistente para que Pedro escolhesse logo entre as candidatas a esposa, ela e o conselheiro Wayne haviam preparado uma lista com algumas possibilidades, e um acordo de casamente é um processo demorado, pois depois de escolhidas a opção ainda tem toda a parte diplomática e seus acertos, e ele simplesmente estava protelando dia após dia, ela sabia que era inconsciente mas era o que ele estava fazendo, e agora inventa uma viagem para se juntar a buscas pelos irmãos Higgins, ele não precisava fazer isso era só mais uma desculpa. Já Pedro sabia que estava enrolando e era conscientemente, isso Susana não sabia e nem os reais motivos, além da procura dos assassinos de Caspian tinha outra coisa que não o deixava livre para dar tal passo, ele já foi infeliz com o casamento uma vez e não queria que se repetisse, era uma decisão muito importante, mas sentia que não estava sendo justo com Lou e por isso arrumou uma viagem para se encontrar com ela e deixar tudo às claras, pois do contrário seria, não traição mas falta de lealdade simplesmente escolher uma noiva sem ela saber.
Assim antes de se juntar a patrulha marcou para se encontrarem em Barnacle Bay, Lou pensou que seria mais um encontro romântico e secreto como os vários que tinham, é claro que sua guarda pessoal sabia, mas eram fieis e dedicados ao Rei, mas logo Lou sentiu que Pedro estava diferente, mais reservado, sempre faziam amor logo que chegavam e dessa vez ele deus desculpas de estar com o pensamento em outro lugar, mas Lou sentia, sempre sentiu que seu romance não teria futuro, foi avisada inúmeras vezes, adormecia às vezes com a decisão tomada de nunca mais vê-lo e acordava com o coração renovada e cheio de esperanças, era um sentimento viciante do qual lhe parecia não poder mais viver sem, e ela imaginava que para ele era o mesmo dilema, nunca ouve promessas da parte de Rei Pedro, nunca conversaram sobre futuro era somente o presente, um mundo de quatro paredes, o mundo deles. Mas agora ela sentia o fim pairando no ar e uma tristeza sobre sua cabeça como uma tempestade prestes a cair, ele queria falar ela sabia, estava esperando o momento e a maneira, pois esse era Pedro, um homem doce que sofreu desde cedo, se sacrificando sempre pelo bem dos outros, do povo, da família... Ela poderia ajudar, mas seu coração queria evitar a qualquer custo, poderia lhe contar a verdade sobre seu segredo e fazê-lo adia-la ou simplesmente ter ido embora tempos atrás, mas não teve forças, ainda não tinha.
Até que a derradeira hora chegou, foi no fim da tarde sobe a luz alaranjada do dia, tão melancólica escolha, seus olhos tristes a fitaram e ela não ouviu as palavras ao certo porque seu coração já sabia, era o fim e como foi dito não importava, só importava aquela cratera que se abria em seu peito, uma escuridão.... E aquela falta de ar? Ela sabia que seria doloroso, mas estava sendo pior, e por um momento ela se agarrou a um fio de esperança e largou toda dignidade, coisa que ela prometeu a si mesma que não faria.
_Pedro eu te amo mais do que pode imaginar, mais até do que eu imaginava, eu sempre soube que não seria para sempre, você nunca me prometeu nada e eu nunca cobrei, sei das responsabilidades o os deveres de um Rei, nunca sonhei ser sua esposa... Na verdade sonhei sim mas ciente que era uma ilusão. Sei que não preencho os requisitos para ser uma rainha, e que você seria muito criterioso para a escolha de uma nova companheira depois de sua decepção com a rainha jades, mas era feliz sendo sua amante, sou feliz na verdade e nunca trairia sua confiança...
Nesse momento Lou sentiu o olhar horrorizado e ao mesmo tempo confuso de Pedro, e antes que entendesse o que tinha feito sentiu a mão com força esmagadora segurando seus braços.
_Do que está falando, de que traição está falando, o que você sabe?
_Pedro por favor me escute, eu sempre quis falar eu juro, mas não podia, não tinha o direito já que você escolheu guardar isso dentro de si, a culpa e a responsabilidade, coisas que nunca foram suas, Jades era má porque nasceu assim e não ter visto não te faz um fraco, mas você se sente responsável por tudo e todos e carrega o peso do mundo sozinho... Por isso me apaixonei, não era para ser, mas aconteceu...
_Dispenso a pena que sente de mim, mas ainda não entendi como sabe disso tudo, fale!
_Ouvi... sei lá, algumas coisas e deduzi, sua guarda é fiel, mas eles conversam entre si e...
_Mentirosa! Eles não sabem de nada. Há somente duas possibilidades, um clérigo que me conhece desde de criança violar uma regra e revelar um segredo de confissão ou, você fazer parte da maldita ordem! Quem é você Lou Andreas Salomé?
Acabou, não tinha mais jeito ela sabia que tinha estragado tudo, e se esvaziou de todos os segredos, pois no fundo estava realmente cansada.
_Sim Pedro, faço parte da ordem, fui enviada com a missão de me aproximar e me infiltrar para, além de observa-lo proteger também, e caso houvesse situação de perigo avisar a ordem para ajudar, mesmo você se recusando a acreditar que estamos do seu lado, e, não sinto pena de você eu o amo, você é que sente pena de si mesmo.
_Dispendo conselhos Senhorita Lou. Então, quando Caspian foi assassinato naquela emboscada a ordem estava envolvida, você foi o contado deles? Foi mais uma intervenção para o bem maior? Que acabou com a morte do meu cunhado fazendo de minha irmã viúva?
Pedro não falava ele gritava, estava visivelmente em cólera
_Não Vossa Majestade, e sim ao mesmo tempo, estávamos envolvidos, mas não fomos os causadores. Assim que soube do fato avisei a ordem que imediatamente enviou agentes para junto com todo o trabalho da sua tropa investigar também. Foi um agente da ordem que encontrou o corpo no rio e fez com que um viajante os avisasse, sempre tentamos ajudar, sempre, mas a Ordem viu que o procurar de novo não o convenceríamos e foi decidido que iríamos esperar até podermos provar que estamos a seu serviço. Não somos o inimigo, Majestade.
_Está bem Lou, eu revirei aquela cidade procurando algum vestígio de vocês, e nada, você me enganou se infiltrou não só na minha vida mas de minha família, se fez amiga de minhas irmãs, vocês nos usaram e eu quero o esconderijo da Ordem, você me deve e vai me dar.
_Está bem Vossa Majestade, mas primeiramente não é um esconderijo, não somos bandidos, vou lhe entregar a ordem porque acho que está na hora, não acho justo sermos demonizados depois de tudo que dedicamos e abdicamos, vou descansar e amanhã de manhã lhe passarei todas as informações, somente amanhã.
Pedro não estava satisfeito em esperar, queria saber de tudo e partir já para Riverview, mas Lou estava taxativa. Então chamou o Sargento e disse que de agora em diante Lou Andreas-Salomé era uma prisioneira por traição e que deveria ser vigiada todo tempo, mas tinha a liberdade de andar por toda propriedade constantemente vigiada. Ele não explicou nada e nem precisava, apesar de não entenderem não questionavam, nuca questionavam e eram de total confiança.
Lou sabia que poderia não revelar nada, podia até fugir se quisesse, tinha treinamento para isso, mas não queria, sentia que devia isso a Pedro. Ele não tinha consciência dos próprios problemas pessoais, mas desde que passou pela traição de Jades desenvolveu uma séria baixa autoestima e falta de confiança nos outros e em si mesmo, se sentia culpado pela morte dos pais e ao mesmo tempo envergonhado de sua suposta falta de capacidade e ingenuidade, ela devia isso e seria sua última ajuda pois sabia no fundo que foi traição, não só a Pedro, mas aos seus ensinamentos e a Ordem que a acolheu e fez dela a pessoa que era.
Susana estava insistente para que Pedro escolhesse logo entre as candidatas a esposa, ela e o conselheiro Wayne haviam preparado uma lista com algumas possibilidades, e um acordo de casamente é um processo demorado, pois depois de escolhidas a opção ainda tem toda a parte diplomática e seus acertos, e ele simplesmente estava protelando dia após dia, ela sabia que era inconsciente mas era o que ele estava fazendo, e agora inventa uma viagem para se juntar a buscas pelos irmãos Higgins, ele não precisava fazer isso era só mais uma desculpa. Já Pedro sabia que estava enrolando e era conscientemente, isso Susana não sabia e nem os reais motivos, além da procura dos assassinos de Caspian tinha outra coisa que não o deixava livre para dar tal passo, ele já foi infeliz com o casamento uma vez e não queria que se repetisse, era uma decisão muito importante, mas sentia que não estava sendo justo com Lou e por isso arrumou uma viagem para se encontrar com ela e deixar tudo às claras, pois do contrário seria, não traição mas falta de lealdade simplesmente escolher uma noiva sem ela saber.
Assim antes de se juntar a patrulha marcou para se encontrarem em Barnacle Bay, Lou pensou que seria mais um encontro romântico e secreto como os vários que tinham, é claro que sua guarda pessoal sabia, mas eram fieis e dedicados ao Rei, mas logo Lou sentiu que Pedro estava diferente, mais reservado, sempre faziam amor logo que chegavam e dessa vez ele deus desculpas de estar com o pensamento em outro lugar, mas Lou sentia, sempre sentiu que seu romance não teria futuro, foi avisada inúmeras vezes, adormecia às vezes com a decisão tomada de nunca mais vê-lo e acordava com o coração renovada e cheio de esperanças, era um sentimento viciante do qual lhe parecia não poder mais viver sem, e ela imaginava que para ele era o mesmo dilema, nunca ouve promessas da parte de Rei Pedro, nunca conversaram sobre futuro era somente o presente, um mundo de quatro paredes, o mundo deles. Mas agora ela sentia o fim pairando no ar e uma tristeza sobre sua cabeça como uma tempestade prestes a cair, ele queria falar ela sabia, estava esperando o momento e a maneira, pois esse era Pedro, um homem doce que sofreu desde cedo, se sacrificando sempre pelo bem dos outros, do povo, da família... Ela poderia ajudar, mas seu coração queria evitar a qualquer custo, poderia lhe contar a verdade sobre seu segredo e fazê-lo adia-la ou simplesmente ter ido embora tempos atrás, mas não teve forças, ainda não tinha.
Até que a derradeira hora chegou, foi no fim da tarde sobe a luz alaranjada do dia, tão melancólica escolha, seus olhos tristes a fitaram e ela não ouviu as palavras ao certo porque seu coração já sabia, era o fim e como foi dito não importava, só importava aquela cratera que se abria em seu peito, uma escuridão.... E aquela falta de ar? Ela sabia que seria doloroso, mas estava sendo pior, e por um momento ela se agarrou a um fio de esperança e largou toda dignidade, coisa que ela prometeu a si mesma que não faria.
_Pedro eu te amo mais do que pode imaginar, mais até do que eu imaginava, eu sempre soube que não seria para sempre, você nunca me prometeu nada e eu nunca cobrei, sei das responsabilidades o os deveres de um Rei, nunca sonhei ser sua esposa... Na verdade sonhei sim mas ciente que era uma ilusão. Sei que não preencho os requisitos para ser uma rainha, e que você seria muito criterioso para a escolha de uma nova companheira depois de sua decepção com a rainha jades, mas era feliz sendo sua amante, sou feliz na verdade e nunca trairia sua confiança...
Nesse momento Lou sentiu o olhar horrorizado e ao mesmo tempo confuso de Pedro, e antes que entendesse o que tinha feito sentiu a mão com força esmagadora segurando seus braços.
_Do que está falando, de que traição está falando, o que você sabe?
_Pedro por favor me escute, eu sempre quis falar eu juro, mas não podia, não tinha o direito já que você escolheu guardar isso dentro de si, a culpa e a responsabilidade, coisas que nunca foram suas, Jades era má porque nasceu assim e não ter visto não te faz um fraco, mas você se sente responsável por tudo e todos e carrega o peso do mundo sozinho... Por isso me apaixonei, não era para ser, mas aconteceu...
_Dispenso a pena que sente de mim, mas ainda não entendi como sabe disso tudo, fale!
_Ouvi... sei lá, algumas coisas e deduzi, sua guarda é fiel, mas eles conversam entre si e...
_Mentirosa! Eles não sabem de nada. Há somente duas possibilidades, um clérigo que me conhece desde de criança violar uma regra e revelar um segredo de confissão ou, você fazer parte da maldita ordem! Quem é você Lou Andreas Salomé?
Acabou, não tinha mais jeito ela sabia que tinha estragado tudo, e se esvaziou de todos os segredos, pois no fundo estava realmente cansada.
_Sim Pedro, faço parte da ordem, fui enviada com a missão de me aproximar e me infiltrar para, além de observa-lo proteger também, e caso houvesse situação de perigo avisar a ordem para ajudar, mesmo você se recusando a acreditar que estamos do seu lado, e, não sinto pena de você eu o amo, você é que sente pena de si mesmo.
_Dispendo conselhos Senhorita Lou. Então, quando Caspian foi assassinato naquela emboscada a ordem estava envolvida, você foi o contado deles? Foi mais uma intervenção para o bem maior? Que acabou com a morte do meu cunhado fazendo de minha irmã viúva?
Pedro não falava ele gritava, estava visivelmente em cólera
_Não Vossa Majestade, e sim ao mesmo tempo, estávamos envolvidos, mas não fomos os causadores. Assim que soube do fato avisei a ordem que imediatamente enviou agentes para junto com todo o trabalho da sua tropa investigar também. Foi um agente da ordem que encontrou o corpo no rio e fez com que um viajante os avisasse, sempre tentamos ajudar, sempre, mas a Ordem viu que o procurar de novo não o convenceríamos e foi decidido que iríamos esperar até podermos provar que estamos a seu serviço. Não somos o inimigo, Majestade.
_Está bem Lou, eu revirei aquela cidade procurando algum vestígio de vocês, e nada, você me enganou se infiltrou não só na minha vida mas de minha família, se fez amiga de minhas irmãs, vocês nos usaram e eu quero o esconderijo da Ordem, você me deve e vai me dar.
_Está bem Vossa Majestade, mas primeiramente não é um esconderijo, não somos bandidos, vou lhe entregar a ordem porque acho que está na hora, não acho justo sermos demonizados depois de tudo que dedicamos e abdicamos, vou descansar e amanhã de manhã lhe passarei todas as informações, somente amanhã.
Pedro não estava satisfeito em esperar, queria saber de tudo e partir já para Riverview, mas Lou estava taxativa. Então chamou o Sargento e disse que de agora em diante Lou Andreas-Salomé era uma prisioneira por traição e que deveria ser vigiada todo tempo, mas tinha a liberdade de andar por toda propriedade constantemente vigiada. Ele não explicou nada e nem precisava, apesar de não entenderem não questionavam, nuca questionavam e eram de total confiança.
Lou sabia que poderia não revelar nada, podia até fugir se quisesse, tinha treinamento para isso, mas não queria, sentia que devia isso a Pedro. Ele não tinha consciência dos próprios problemas pessoais, mas desde que passou pela traição de Jades desenvolveu uma séria baixa autoestima e falta de confiança nos outros e em si mesmo, se sentia culpado pela morte dos pais e ao mesmo tempo envergonhado de sua suposta falta de capacidade e ingenuidade, ela devia isso e seria sua última ajuda pois sabia no fundo que foi traição, não só a Pedro, mas aos seus ensinamentos e a Ordem que a acolheu e fez dela a pessoa que era.











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