Crônicas de Riverview - Parte 25 - Origem da Ordem, início do caos ou, fim das incertezas (1 parte)
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Pedro e Lou não conseguiram dormir aquela noite, foram muitos acontecimentos e mais ainda estava por vir. Bem antes das primeiras horas da manhã já estavam ansiosos e temerosos ao mesmo tempo que tudo começasse para logo terminar, se reuniram na sala e Lou começou sua narrativa.
_ Me contaram que minha mãe era solteira, sem família e muito pobre, morreu no parto então fui levada para o orfanato, era muito doente e quando melhorei já era velha para ser adotada. Era uma boa instituição e recebi uma excelente educação, na metade da adolescência as freiras descobriram que eu tinha talento para a escrita e linguagem então me incentivaram a ser professora, apesar de tudo não era isso que queria, naquela época não se incentivava uma mulher a ser escritora mas como viram que eu tinha um talento e um possível bom futuro, me inscreveram pra ser apadrinhada por alguém de fortuna que pagaria meus estudos, pois o orfanato era bom mas limitado. Foi nesse ponto que a ordem me encontrou, eu não sabia na época quem eram meus tutores, mas fui matriculada em um internato em Monte Vista e lá fiquei, como aluna depois como funcionária até publicar meu primeiro livro, com dinheiro suficiente para ter minha própria casa me mudei e depois de três anos mais dois livros publicados, a Ordem se apresentou a mim e me recrutou, aceitei primeiro em agradecimento a tudo que fizeram por mim e depois porque não atrapalharia de nada minha vida, a proposta era simples, como escritora conhecida me infiltraria fácil nos círculos da alta sociedade, e quando solicitada alguma informação minha função era descobrir. Claro que como agente poderia me meter em alguma dificuldade então tive um período de treinamento, abrir cofres, métodos de investigação, defesa pessoal entre outras coisas_Deu uma pausa e sorriu_ Mas acabei me descobrindo uma péssima agente, na hora de minha missão mais importante eu desobedeço a regra mais básica, não me envolver, e aqui estamos nós.
Pedro pensou um pouco, como se medisse as palavras que iria dizer.
_Eu entendo que você tenha se apaixonado, mas isso não anula o fato que magoou pessoas, não atingiu só a mim. Reconheço que devido minhas más experiências, ter me enganado ou me deixar enganar por uma pessoa me deixou um pouco mais sensível em relação a isso. Eu não sei se o que sinto é justo ou não, mas no momento estou achando tudo muito injusto nesse mundo. Eu só quero nesse momento fazer um pouco de justiça e encontrar os responsáveis pelo assassinato de Caspian. Onde está a Ordem?
_ Ok, abaixo do antigo forte, é lá que você esteve quando foi levado pela entrada do calabouço, há várias entradas, algumas funcionam também como esconderijo, local de abastecimento, ponto de encontro, eu conheço apenas duas, a do próprio forte e a do cemitério, mas não tenho livre acesso e são poucos que tem, para entrar preciso de permissão e há um procedimento para conseguiu, e é esse que deveremos fazer para entrar.
_Qual é?
_Eu irei dois dias antes e ficarei lendo próximo as pedras e lá colocarei um cartão laranja com meu selo pois cada agente tem um selo, no outro dia pegarei a respostam em um cartão verde escrito um horário com o selo da ordem, no segundo dia na hora citada entrarei, pois a porta estará destrancada.
_ Isso está muito demorado, só até chegarmos em Riverview levará quase dois dias, e como vigiar você e não sermos descobertos? Não está nada bom!
_ Majestade não tem outra maneira, se está pensando em algo forçado como explodir a entrada, saiba que há como fugir e se isso acontecer não irá encontrá-los nunca mais. E tem mais, sei que o enganei apesar que ao mesmo tempo estava enganando a mim mesma, mas deu para me conhecer um pouquinho todo esse e tempo, tempo o suficiente para saber que quero seu bem e que descubra a verdade sobre tudo.
_ Não sei Lou, não sei... Algo se quebrou, não sei o que sentir ou pensar em relação a você.
_Me dê uma chance, a última para provar minha dedicação e me redimir, não só por você, mas por toda a sua família, principalmente Susana e Lúcia, por favor.
_ Sim você terá sua chance, use-a bem Lou. Partiremos daqui duas horas.
E assim aconteceu, a comitiva foi a galope só parando quando não aguentavam de fome ou de outra necessidade qualquer. Mas enquanto Pedro está na estrada voltemos um pouco para Rieverview, muita coisa aconteceu nessa semana e meia que o Rei esteve fora. Passou despercebido ao caro leitor que Lúcia voltou de lua de mel, que entrou carregada no colo por seu amado que colocou primeiro o pé direito na soleira da porta, que deu tempo de receber suas queridas sobrinhas e fazer uma visita a futura mamãe, que poucos dias depois deixou de ser futura para ser presente. Kelly durante toda gravidez tocou mais piano que de costume, pois não tinha energia nem ânimo para mais nada, e achava que se seu filho ouvisse muita música nasceria com gosto e talvez dom para tal, então já era de se esperar que seria nessa hora que o bebê sinalizaria que estava pronto para vir ao mundo, o desespero foi geral principalmente do pai de primeira viagem, mas chegaram, sim chegaram, dois garotos, Theo e Pietro O'Sulivan Pevensie, deixando uma avô transbordando de felicidade e um casal mais que satisfeito.
Próximo acontecimento
Pedro e Lou não conseguiram dormir aquela noite, foram muitos acontecimentos e mais ainda estava por vir. Bem antes das primeiras horas da manhã já estavam ansiosos e temerosos ao mesmo tempo que tudo começasse para logo terminar, se reuniram na sala e Lou começou sua narrativa.
_ Me contaram que minha mãe era solteira, sem família e muito pobre, morreu no parto então fui levada para o orfanato, era muito doente e quando melhorei já era velha para ser adotada. Era uma boa instituição e recebi uma excelente educação, na metade da adolescência as freiras descobriram que eu tinha talento para a escrita e linguagem então me incentivaram a ser professora, apesar de tudo não era isso que queria, naquela época não se incentivava uma mulher a ser escritora mas como viram que eu tinha um talento e um possível bom futuro, me inscreveram pra ser apadrinhada por alguém de fortuna que pagaria meus estudos, pois o orfanato era bom mas limitado. Foi nesse ponto que a ordem me encontrou, eu não sabia na época quem eram meus tutores, mas fui matriculada em um internato em Monte Vista e lá fiquei, como aluna depois como funcionária até publicar meu primeiro livro, com dinheiro suficiente para ter minha própria casa me mudei e depois de três anos mais dois livros publicados, a Ordem se apresentou a mim e me recrutou, aceitei primeiro em agradecimento a tudo que fizeram por mim e depois porque não atrapalharia de nada minha vida, a proposta era simples, como escritora conhecida me infiltraria fácil nos círculos da alta sociedade, e quando solicitada alguma informação minha função era descobrir. Claro que como agente poderia me meter em alguma dificuldade então tive um período de treinamento, abrir cofres, métodos de investigação, defesa pessoal entre outras coisas_Deu uma pausa e sorriu_ Mas acabei me descobrindo uma péssima agente, na hora de minha missão mais importante eu desobedeço a regra mais básica, não me envolver, e aqui estamos nós.
Pedro pensou um pouco, como se medisse as palavras que iria dizer.
_Eu entendo que você tenha se apaixonado, mas isso não anula o fato que magoou pessoas, não atingiu só a mim. Reconheço que devido minhas más experiências, ter me enganado ou me deixar enganar por uma pessoa me deixou um pouco mais sensível em relação a isso. Eu não sei se o que sinto é justo ou não, mas no momento estou achando tudo muito injusto nesse mundo. Eu só quero nesse momento fazer um pouco de justiça e encontrar os responsáveis pelo assassinato de Caspian. Onde está a Ordem?
_ Ok, abaixo do antigo forte, é lá que você esteve quando foi levado pela entrada do calabouço, há várias entradas, algumas funcionam também como esconderijo, local de abastecimento, ponto de encontro, eu conheço apenas duas, a do próprio forte e a do cemitério, mas não tenho livre acesso e são poucos que tem, para entrar preciso de permissão e há um procedimento para conseguiu, e é esse que deveremos fazer para entrar.
_Qual é?
_Eu irei dois dias antes e ficarei lendo próximo as pedras e lá colocarei um cartão laranja com meu selo pois cada agente tem um selo, no outro dia pegarei a respostam em um cartão verde escrito um horário com o selo da ordem, no segundo dia na hora citada entrarei, pois a porta estará destrancada.
_ Isso está muito demorado, só até chegarmos em Riverview levará quase dois dias, e como vigiar você e não sermos descobertos? Não está nada bom!
_ Majestade não tem outra maneira, se está pensando em algo forçado como explodir a entrada, saiba que há como fugir e se isso acontecer não irá encontrá-los nunca mais. E tem mais, sei que o enganei apesar que ao mesmo tempo estava enganando a mim mesma, mas deu para me conhecer um pouquinho todo esse e tempo, tempo o suficiente para saber que quero seu bem e que descubra a verdade sobre tudo.
_ Não sei Lou, não sei... Algo se quebrou, não sei o que sentir ou pensar em relação a você.
_Me dê uma chance, a última para provar minha dedicação e me redimir, não só por você, mas por toda a sua família, principalmente Susana e Lúcia, por favor.
_ Sim você terá sua chance, use-a bem Lou. Partiremos daqui duas horas.
E assim aconteceu, a comitiva foi a galope só parando quando não aguentavam de fome ou de outra necessidade qualquer. Mas enquanto Pedro está na estrada voltemos um pouco para Rieverview, muita coisa aconteceu nessa semana e meia que o Rei esteve fora. Passou despercebido ao caro leitor que Lúcia voltou de lua de mel, que entrou carregada no colo por seu amado que colocou primeiro o pé direito na soleira da porta, que deu tempo de receber suas queridas sobrinhas e fazer uma visita a futura mamãe, que poucos dias depois deixou de ser futura para ser presente. Kelly durante toda gravidez tocou mais piano que de costume, pois não tinha energia nem ânimo para mais nada, e achava que se seu filho ouvisse muita música nasceria com gosto e talvez dom para tal, então já era de se esperar que seria nessa hora que o bebê sinalizaria que estava pronto para vir ao mundo, o desespero foi geral principalmente do pai de primeira viagem, mas chegaram, sim chegaram, dois garotos, Theo e Pietro O'Sulivan Pevensie, deixando uma avô transbordando de felicidade e um casal mais que satisfeito.
Próximo acontecimento




















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