Crônicas de Riverview - Parte 25 - Origem da Ordem, início do caos ou, fim das incertezas (2 parte)
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Foi decidido que iriam se hospedar um pouco distante da cidade, e foi escolhido o Haras vendaval, e depois de uma viagem exaustiva chegaram no meio da manhã, o proprietário José Boaventura e sua esposa Amália que eram grandes amigos do capitão da guarda os receberam com belo café da manhã. Logo depois Lou foi levada por José a cidade para deixar o cartão no local devido, um soldado os foi seguindo para evitar alguma tentativa de fuga, ou de enganá-los, e assim foi no segundo dia para pegar o cartão resposta. Passaram duas noites naquele lugar que sendo as margens do rio Simomom se tornava um lugar bem agradável, ainda mais no clima do inverno. No terceiro dia durante a madrugada saíram para a emboscada, pois o horário marcada era para as 8:00h da manhã, um pouco distante fizeram um acampamento para afastar curiosos, e a todos que se aproximavam davam a seguinte informação_ Estamos bloqueando a passagem para o farol, pois terá um treinamento ao amanhecer que envolve armas e explosivos, por isso transeuntes deve ficar longe.
E assim ao começo do amanhecer todos estavam posicionados, Lou chegou e já se dirigiu a porta de entrada que estava destrancada como de praxe, ao estarem dentro do local com acesso garantido tomaram a frente e com rapidez dominaram o local, depois de tudo vistoriado e dos moradores estarem dominados, foram isolados em uma cela ficando somente o chefe para conversar em particular com Rei Pedro.
_Deve estar feliz por finalmente ter vencido, começou o líder
_Não nego, mas tenho consciência que foi pura sorte, se Lou não tivesse deixado escapar uma pista, isso poderia levar muito mais tempo
_Sim, não foi por falta de aviso, disse a ela que estava se apegando, e que sofreria no final. Bem, mais é um problema apenas seu e dela, o que quer de mim Rei Pedro? Vai nos prender? Ainda pensa que somos os mandantes dos crimes?
_Acho que não, Lou me pareceu acreditar muito, e vou dar um voto de confiança. Confesso que na época que me revelaram terem matado Jadis, fiquei furioso, talvez mais por saber estar sendo enganado, chame de orgulho, vergonha... Me senti traído duas vezes, por ela e por vocês, sou um rei e me senti impotente vendo coisas graves acontecendo sem meu conhecimento, ou controle, e é isto que me fez ter necessidades de encontra-los e estar a par de todas operações e decisões. Quero estar no controle, para saber se realmente suas ações são para bem do reinado.
_Vai ser comprovado vossa majestade verá.
_Lou me falou em como veio a fazer parte da ordem, como é feito esse recrutamento?
_Bem, vou começar do começo. Seu avô Rei Alfredo fundou esse serviço para ser secreto, na época haviam inimigos infiltrados, então escolheu homens de confiança, entre militares, estudiosos e aliados. Com o tempo e o bom resultado ele quis ampliar, então pensou um modo de dar chances a pessoas com potencial e que sem algum tipo de ajuda poderiam de alguma forma se marginalizar, então fez do trabalho de investigação também uma ação social, começaram a viajar por vária cidades do nosso reino e de outros, tentando encontrar possíveis recrutas, faziam contato com as igrejas e religiosos, diretores e professores de orfanatos, e com qualquer pessoa que se interessava e praticava algum tipo de ajuda aos menos favorecidos, com cinco anos encontraram vários, os mais adultos se passassem em testes já vinha para cá começar os estudos, quando eram crianças de orfanatos, eles eram apadrinhados pela ordem que pagava para que seu estudo fosse mais amplo, quando atingiam uma idade propícia ou eram liberados do orfanato, vinham para cá. Dessa primeira geração convocada por confiança resta apenas eu e Jeremias, que trabalha em outro posto, e por falar nisso, nunca disse meu nome me chamo Paulo.
_ Pois bem Paulo, não sei bem ainda como farei essa transição, para que a ordem trabalhe para o reino, depois pensarei nisso, porque enquanto no solucionar o assassinato de Caspian não pensarei em mais nada e peço sua ajuda.
_Majestade estamos ajudando desde o início, temos agentes espalhados por toda parte fazendo contatos com informantes, e pretendíamos achar os assassinos para provar nossa inocência. E tenho novidades, já encontramos uma pista do paradeiro de um dos irmãos Higgins.
_Um deles?
_Sim, como são gêmeos, chegamos à conclusão que se separaram para chamar menos atenção. Temos pista do irmão Jordan Higgins que parece estar em Monte vista que pertence ao reinado do Rei Johnson Vanderburg, já mandamos dois agentes em seu encalço.
_Vou mandar uma carta para Vanderburg, contando os fatos e pedindo permissão para agirmos com mais liberdade. Eu e minha tropa iremos acompanhar, quando partiram seus agentes?
_Já tem Três dias, já devem ter embarcado no navio em Barnacle bay, mas podem encontrar com eles em Monte vista mesmo, vou despachar uma mensagem imediatamente para que os esperem, em local de nossa confiança.
_Ótimo, vou por minha tropa a par de toda situação, são de minha confiança, e partimos amanhã.
_Majestade tem algo que precisa resolver também antes de partir, contar a verdade a sua família. Não pode fazer uma viagem dessas que demorará talvez meses e não contar, não adie mais.
Pedro sabia que era verdade, tentava não pensar nisso, mas sim, tinha que resolver essa situação antes de começar a viagem, por pior que sejam a consequências, mesmo que seus irmãos o odeiem por isso.




















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