Crônicas de Riverview - Parte 15 - Resiliência ( I parte)
Anteriormente
Susana não queria estender aquele sofrimento por muito tempo, o velório é um processo penoso onde todos sofrem e se desgastam, e não importava os protocolos, os pêsames poderiam continuar sendo recebidos depois, então o sepultamento aconteceu no outro dia pela manhã. Como uma mulher forte Susana cuidou de tudo enquanto Rei Pedro e Edmundo reviravam Riverview de cabeça para baixo.
_ Não entendo isso _ Explode Edmundo _ O ataque foi arriscado pois foi praticamente dentro da cidade, eram poucos homens, e qual a intenção? O que se ganha atacando a comitiva imperial?
_ Não sei Ed, o que sei é que estávamos completamente despreparados, esses anos de paz só nos fizeram amolecer, baixamos a guarda só por estar em casa. Por que mandamos metade da comitiva seguir adiante? _Pedro sentia o peso da responsabilidade, se sentia fracassado e incompetente, o primeiro confronto de seu reinado e uma vida se perde, e de seu cunhado.
_ Se me permite majestade vou defender a tropa nesse momento, como capitão digo que estão treinados, inclusive bem treinados e pelo finado Marquês, o que aconteceu é que estudaram uma hora melhor para o ataque, e descobriram uma brecha, se não fosse essa seria outra.
_ Perdão Tyrone, não quero desmerecer o trabalho da tropa, mas é que... Acho que inconscientemente preciso culpar mais alguém além de mim.
_ Vamos parar de nos culpar, talvez assim vejamos com mais clareza, houve um erro? Sim ouve, é assim que acidentes e tragédias acontecem, a fatalidade é oportunista, ela se aproveita de brechas. O que precisamos aqui é encontrar o porquê, esta é a chave._Diz conselheiro Wayne _ Como estão as buscas?_ Pergunta para Cap Tyrone.
_ Vasculhamos todos lotes abandonados e estão entrando nas casas para dar buscas, nada por enquanto.
_Eu feri um deles, pelo menos este não deve ter ido longe. E tem um detalhe que está me incomodando, na hora em que Caspian é atingido meu oponente ficou surpreso, é como
se aquilo não fosse esperado, que não deveria acontecer, ficou tão atônito que se distraiu e eu o atingi _ Pensou um pouco _ Isso mesmo, sangrando não se vai longe e deixa rastros, vamos refazer
todas as buscas, olhar tudo de novo _ Disse Edmundo já saindo acompanhado do capitão.
Já no terceiro dia de buscas Edmundo resolveu estender a área a ser vasculhada, e foi assim que em um celeiro desativado já fora de Riverview, que encontraram sua primeira pista, rastros de sangue e um possível local de homizio, tudo indicava que estiveram naquele local com um homem ferido. Mas para onde seguiram? Como a próxima cidade era Appaloosa Plains uma equipe foi enviada juntamente com um mandado real para buscas minuciosas em todas as casas e aos arredores.
Enquanto isso Pedro olhava outras possibilidades das quais não podia compartilhar, nada tirava de seu pensamento que a Ordem tinha algo a ver com isso, mais uma ação para o "bem maior", e com a rede de túneis que eles tinham abaixo da cidade, esses criminosos nunca seriam encontrados, então ele se juntou as equipes, mas atento a qualquer sinal da ordem. Ele nunca deixou de procurá-los, muitas de suas viagens ditas protocolares eram para investigar, questionou religiosos de Riverview e de várias cidades, inclusive o maior e mais conceituado mosteiro, a Abadia de la miséricorde na França, ninguém ouviu falar de uma ordem ou grupo formado por eclesiásticos.
Ficou mais complicado ainda pois muitos mosteiros funcionam como escolas e centros acadêmicos, sendo que o aluno não tem obrigação de seguir a vida religiosa, sendo assim a ordem podia ser apenas a reunião de ex estudantes. Com alguns ele conseguiu até uma lista de nomes, mas como investigar sozinho, mais as obrigações reais? Ele sabia que deveria dividir esse fardo com alguém, mas na verdade o que mais lhe impedia era a vergonha de admitir o quanto foi ingênuo, e o quanto isso custou.
Não era só Pedro que sofria internamente, Edmundo era o mais raivoso e impaciente de todos, acompanhava as buscas noite e dia, quando parava um pouco isso porque Kelly o obrigava, só sentia tristeza, não conseguia tirar aquele momento de sua mente, Caspian sendo transfixado pela lâmina e ele sem poder fazer nada, aquele sentimento de impotência era aterrorizante. Ele precisava achar e punir os culpados logo.
Continua...
Susana não queria estender aquele sofrimento por muito tempo, o velório é um processo penoso onde todos sofrem e se desgastam, e não importava os protocolos, os pêsames poderiam continuar sendo recebidos depois, então o sepultamento aconteceu no outro dia pela manhã. Como uma mulher forte Susana cuidou de tudo enquanto Rei Pedro e Edmundo reviravam Riverview de cabeça para baixo.
_ Não entendo isso _ Explode Edmundo _ O ataque foi arriscado pois foi praticamente dentro da cidade, eram poucos homens, e qual a intenção? O que se ganha atacando a comitiva imperial?
_ Não sei Ed, o que sei é que estávamos completamente despreparados, esses anos de paz só nos fizeram amolecer, baixamos a guarda só por estar em casa. Por que mandamos metade da comitiva seguir adiante? _Pedro sentia o peso da responsabilidade, se sentia fracassado e incompetente, o primeiro confronto de seu reinado e uma vida se perde, e de seu cunhado.
_ Se me permite majestade vou defender a tropa nesse momento, como capitão digo que estão treinados, inclusive bem treinados e pelo finado Marquês, o que aconteceu é que estudaram uma hora melhor para o ataque, e descobriram uma brecha, se não fosse essa seria outra.
_ Perdão Tyrone, não quero desmerecer o trabalho da tropa, mas é que... Acho que inconscientemente preciso culpar mais alguém além de mim.
_ Vamos parar de nos culpar, talvez assim vejamos com mais clareza, houve um erro? Sim ouve, é assim que acidentes e tragédias acontecem, a fatalidade é oportunista, ela se aproveita de brechas. O que precisamos aqui é encontrar o porquê, esta é a chave._Diz conselheiro Wayne _ Como estão as buscas?_ Pergunta para Cap Tyrone.
_ Vasculhamos todos lotes abandonados e estão entrando nas casas para dar buscas, nada por enquanto.
_Eu feri um deles, pelo menos este não deve ter ido longe. E tem um detalhe que está me incomodando, na hora em que Caspian é atingido meu oponente ficou surpreso, é como
se aquilo não fosse esperado, que não deveria acontecer, ficou tão atônito que se distraiu e eu o atingi _ Pensou um pouco _ Isso mesmo, sangrando não se vai longe e deixa rastros, vamos refazer
todas as buscas, olhar tudo de novo _ Disse Edmundo já saindo acompanhado do capitão.
Já no terceiro dia de buscas Edmundo resolveu estender a área a ser vasculhada, e foi assim que em um celeiro desativado já fora de Riverview, que encontraram sua primeira pista, rastros de sangue e um possível local de homizio, tudo indicava que estiveram naquele local com um homem ferido. Mas para onde seguiram? Como a próxima cidade era Appaloosa Plains uma equipe foi enviada juntamente com um mandado real para buscas minuciosas em todas as casas e aos arredores.
Enquanto isso Pedro olhava outras possibilidades das quais não podia compartilhar, nada tirava de seu pensamento que a Ordem tinha algo a ver com isso, mais uma ação para o "bem maior", e com a rede de túneis que eles tinham abaixo da cidade, esses criminosos nunca seriam encontrados, então ele se juntou as equipes, mas atento a qualquer sinal da ordem. Ele nunca deixou de procurá-los, muitas de suas viagens ditas protocolares eram para investigar, questionou religiosos de Riverview e de várias cidades, inclusive o maior e mais conceituado mosteiro, a Abadia de la miséricorde na França, ninguém ouviu falar de uma ordem ou grupo formado por eclesiásticos.
Ficou mais complicado ainda pois muitos mosteiros funcionam como escolas e centros acadêmicos, sendo que o aluno não tem obrigação de seguir a vida religiosa, sendo assim a ordem podia ser apenas a reunião de ex estudantes. Com alguns ele conseguiu até uma lista de nomes, mas como investigar sozinho, mais as obrigações reais? Ele sabia que deveria dividir esse fardo com alguém, mas na verdade o que mais lhe impedia era a vergonha de admitir o quanto foi ingênuo, e o quanto isso custou.
Não era só Pedro que sofria internamente, Edmundo era o mais raivoso e impaciente de todos, acompanhava as buscas noite e dia, quando parava um pouco isso porque Kelly o obrigava, só sentia tristeza, não conseguia tirar aquele momento de sua mente, Caspian sendo transfixado pela lâmina e ele sem poder fazer nada, aquele sentimento de impotência era aterrorizante. Ele precisava achar e punir os culpados logo.
Continua...


















Comentários
Postar um comentário